O evento que realizou-se na tarde de sábado, 17, na Escola Cardeal Roncalli, tinha tudo para ser singelo, dado o tempo que os organizadores tiveram: pouco mais de uma semana. Mas o pessoal da comunicação mostrou que não brinca em serviço e fez um trabalho de superação. Não só apresentou-se um evento muito bem organizado como também notou-se um destacável número de participantes, inclusive no que diz respeito a autoria de teses.

Prefeito José Alberto Panosso em cerimônia de abertura do evento
Além de todas as questões organizacionais, preocupava, sobretudo, a apresentação de teses. “Estávamos bastante apreensivos com relação as teses. Eu achei que teria uma ou duas. Quando fiquei sabendo que eram oito e que mais de cem acadêmicos tinham feito a inscrição, me surpreendi”, comenta Angélica Aires, estudante de jornalismo, que ajudou na organização da Conferência.

Professor Luciano Miranda em palestra com o tema “Introdução ao Direito à Comunicação democrática no Brasil”
Além de, em termos quantitativos, a apresentação de teses ter sido muito satisfatória, foi também notória a ousadia das propostas e o debate que as envolveu. Teses estas que não ficaram só com os professores. Pelo contrário, os alunos mostraram que quando a idéia é desenvolver a comunicação, estão mais do que engajados e defendem sem medo suas propostas, como coloca Fabiane Paza, que teve seu nome na autoria de algumas das teses: “às vezes temos idéias que nos parecem mirabolantes, mas se não tivermos espaço para desenvolvê-las elas de nada adiantam”
Entre as teses mais debatidas esteve a da professora de Relações Públicas, Jaqueline Kegler, defendendo a presença do profissional de Relações Públicas nos cargos públicos, e a do coordenador do curso de Relações Públicas, José Antônio Meira, que apresentou a proposta “Um computador por cidadão”, causando frenesi já na leitura de seu título e sendo largamente apoiada. Outra tese polêmica foi a dos alunos de jornalismo Fabiane Paza, Melissa Resch e Ricardo Carlesso e do professor Dr. Luciano Miranda, intitulada “O Conselho do Contraditório na Comunicação Social ou o Ministério Público da instituição midiática ou o Ombudsman coletivo e democrático” que propõe que todo meio jornalístico conceda 5% do seu tempo ou espaço à apresentação de versões diferentes da realidade, dando espaço a pluralidade que circunda o meio social.

Segunda mesa de apresentação de teses
Todas as oito teses apresentadas foram aprovadas pelos presentes e serão encaminhadas à organização da Conferência estadual de Comunicação, que acontecerá em novembro em Porto Alegre e virá como uma preparatória da CONFECOM – Conferência Nacional de Comunicação, a ser realizada em Brasília, no mês de dezembro. Para Fabiane, o CESNORS será muito bem representado na estadual: “todas as teses apresentadas tem, cada uma na sua peculiaridade, algum ponto importantíssimo para defender. Espero que elas tenham repercussão na Conferência Estadual como foi aqui, desse jeito levando as ideologias construídas dentro do CESNORS a níveis maiores.”
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