Aqui se guarda história!
Museu municipal Wülson Jehovah Lütz Farias
O museu de Frederico Westphalen surgiu a partir de uma organização da prefeitura denominada pró-museu, em 1985.
A sua regulamentação se deu em julho de 1988, por uma lei criada pelo, na época, vereador, Jayme Locateli.
Atualmente o museu é dirigido por Edson Borba e conta com o auxílio do estagiário Wagner Benatti.
O museu possui, segundo Benatti, mais de duas mil peças catalogadas, sendo que há muitas por catalogar. Possui também cerca de duas mil fotos de pessoas e da comunidade westphalense em geral, na seção “arquivo histórico”.
O mês de maior visitação, conforme dados da contabilidade, é maio, por ser o mês nacional do museu e por ser também, no dia 18, o dia internacional do museu. Os relatórios mostram que o maior número de visitas vem de escolas da própria cidade e também da região. Este ano, no mês de maio os registros mostram 713 visitas.
A maioria das peças que se encontram no museu são oriundas de doações feitas pela comunidade. A peça mais antiga do museu é uma “urna funerária” de mais aproximadamente 300 anos, usada pelos índios para sepultar seus mortos, que foi doada por Antônio Faccin, do município de Caiçara.
O museu se chama Wülson Jehovah Lütz Farias pelo fato de este senhor, ter sido quem mais buscou peças para compô-lo.
Benatti comenta algo que seguidamente acontece “muitas pessoas vêm nas secretarias, que dividem o mesmo prédio, e acabam passando e vendo as peças, e dizem ‘eu ainda uso isso’ ou ‘quem doou esta peça foi meu pai ou era meu parente’, as pessoas muitas vezes nem sabe que as peças foram doadas por seus familiares”.
A estudante Tamile Bueno, 9, diz: “o museu é muito importante para quem quer conhecer a história do município e de como as pessoas viviam antigamente”.
Por Ébida dos Santos.
Casarão de Jango é transformado em casa memorial
A inauguração da Casa Memorial ocorreu nesta quinta-feira, 1º de outubro, e está aberta para a visitação pública.
O casarão onde o presidente João Goulart (Jango) passou parte de sua vida, construído em 1927, agora abriga peças que pertenceram a Jango.

Cristopher Goulart observa foto em que aparece no colo do avô (Foto:Cláudio Gotfried)
No memorial, o visitante tem a oportunidade de passar por oito espaços expositivos que retratam a vida de Jango e reconstituem ambientes com mobiliário original.
Além disso, objetos pessoais como o último passaporte, expedido antes de sua morte, e canetas utilizadas por Jango também estão no acervo da casa memorial.
A Casa Memorial João Goulart fica na Avenida Presidente Vargas, nº 2033 e funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h. No domingo, o museu pode ser visitado das 10h ás 12h e das 14h ás 17h, sob agendamento pelo número (55) 3431-5730
Fonte: www.chrisgoulart.com.br
Por Aline Rechmann.
O talento que floresce na adolescência
De acordo com a revista Aventuras na História: “Pêlos surgindo, espinhas pipocando, mudanças de voz, menstruação. As alterações físicas pelas quais passam as crianças com a chegada da puberdade são, há milênios, idênticas às de hoje.” O que também continua igual a hoje é a preocupação dos pais…
A adolescência é para muitos pais, motivo de preocupação. Alguns jovens se isolam, outros começam apreciar a músicas melódicas e trágicas. Desta forma, cria-se a identidade do jovem despreparado para o futuro e também inseguro.
Mas esta não é uma regra. Há adolescentes que se usam das transformações de identidade, de gostos e de pensamento, para benefício próprio.
Um exemplo é a jovem de 19 anos, Kelly Medeiros. Ela trabalha sua parte emotiva de forma a expor o que sente em seus desenhos. Desde os 13 anos começou a interessar-se pela arte, baseando-se em desenhos animados. Além do estilo anime (desenho japonês), ela usa fragmentos da idade média, como construções e roupas antigas para contracenar com personagens imaginários e futuristas. Para ela, o desenho é uma forma de encontro interior, de paz de espírito, consonância entre corpo e alma.
Apesar de nunca ter veiculado seu trabalho, Kelly ainda mantém resquícios do que foi sua fase áurea do desenho – mesmo que seu irmão já tenha rasgado alguns – .

Kelly Medeiros
Kelly considera a experiência do desenho uma forma de vida, de partilha, em que, talvez, ela devesse ter se aprofundado mais. Entretanto, como ela mesma diz, foi apenas uma fase. Hoje ela estuda massoterapia e estética e trabalha em uma clínica médica.
Por Ediane Zanella.
Ronaldo Inc.
Versatilidade, agilidade e muita disposição, com essa fórmula o artista plástico Ronaldo Inc. passou a circular no hall dos novos artistas contemporâneos do Brasil.
Seus trabalhos já foram para fora do país (Espanha e Argentina), mas, o grande público está no Brasil, na cidade de São Paulo.
Ele mora no mesmo bairro onde passou a infância. De criação simples, pai vendedor e mãe costureira, Ronaldo trabalhava como office boy guardando dinheiro para um curso de comissário de bordo. Fazia uns desenhos aqui e ali com amigos, mas não almejava seguir com a arte. Foi quando um amigo falou do Mercado Mundo Mix e daí pra frente tudo mudou.
Hoje ele faz parte do time de customização da Adidas, e já realizou trabalhos para a All Star Converse também. Suas estampas foram parar nas camisetas usadas por Vj’s da MTV, Djs Fatboy Slim e Deep Dish, além das marcas Tua, Mercado Mundo Mix, Morumbi Shopping, Clube Chocolate e Maxime Peremuluter .
Ronaldo não se limita, e já deu a graça dos seus traços pela Casa Cor em parceria com Francesca Giobbi, além de deixar esporadicamente a sua marca em casas de amigos e clientes que o solicitam para um trabalho singular e exclusivo.
Há muito tempo ele já visionava a tendência dos adesivos de parede e a faz até hoje em forma de pintura.
A sua atuação não se limita a Shoppings e casas. Participa de campanhas, eventos sociais e voluntários, como o “Clube Escola”, um projeto da prefeitura de São Paulo realizado em parques, com atrações esportivas e aulas, que busca através das aulas e esportes afastar as crianças das drogas.
Seu traçado não segue uma linhagem fixa, ele passeia pela art nouveau, street art e underground, além de sofrer muitas influências orientais aliadas a desincronização ocidental, “Tudo que for bom é uma bagagem a mais para alguém que vive em constante aprendizagem autodidata”, diz Ronaldo.
Aos 30 anos, com uma juventude latente ele investe em seu projeto, 2DCrew, um coletivo que tem tomado conta das ruas de São Paulo, como se fosse a sala de casa. Ronaldo e mais dois artistas saem colando stickers (lambe-lambe), fazendo stencil e enfeitando a cidade, transformando o espaço em lugar, atraindo olhares.
Viver de arte não é fácil no Brasil, mas, Ronaldo busca a simplicidade na forma de amar o que faz “Vivo de arte de graça e arte remunerada, de uma eu me alimento e da outra eu uso pra comprar alimentos” e teme que a arte venha a sumir com na Era Digital “Aposto que esse tipo de arte que faço vai ser cada vez mais rara nessa era digital”.
Ronaldo Inc. http://www.flickr.com/photos/ronaldoinc
2DCrew http://www.flickr.com/photos/2dcrew/
Por Camila Araujo.
A arte além da superficialidade da estética
“O que vocês pensam que seja um artista?
Um inbecil feito só de olhos […]?
Não: A pintura não e feita par a decorar apartamentos.
É um instrumento de guerra para operações
de defesa e ataque contra o inimigo”.
Pablo Picasso
Em meados do século XV, quando devido à expansão do comércio a arte começa a ser privilegiada e incentivada, o homem deixa de ser reconhecido apenas pela sua classe social e passa então a ser amplamente analisado conforme aspectos morais, intelectuais e artísticos. Sim, estamos falando do renascimento, a fase que abriu os olhos do mundo para a natureza, a ciência e a arte. Da Vinci, Michelangelo, Botticelli… As artes plásticas estagnaram-se com estes imortais nomes? Como vem sendo o cenário artístico de pintores, escultores e artesãos, hoje? Estamos educando uma sociedade com uma visão aberta também para as artes visuais, uma sociedade que possua sensibilidade para enxergar além da beleza estética de uma obra-prima?
Guernica – Pablo Picasso
Com a Semana da Arte Moderna, em 1922, o Brasil se chocou com uma realidade que até então não era algo inteiramente aceito em sua cultura: A arte que enfatizava o Brasil, sem medo, sem máscara, autêntica e ousada. Era um passo para dizer “nós temos a nossa arte e ela respira”. É chegada a década de 90 e com ela a volúpia de uma realidade tecnológica que invade as veias do universo, sem tempo sequer de renovar sua definição. É a arte contemporânea que faz o novo, usa o velho, inova, renova, transforma, exibe-se a ora à la retro, ora à la underground. Mas a grande questão é perguntarmos-nos se o olhar da sociedade continuou com a arte.
Música, cinema, fotografia, literatura. Tudo isso está muito exposto, muito em evidência e de muito fácil acesso. Mas falemos de nossa realidade. Você, que reside em uma cidade interiorana do Rio Grande do Sul, com que freqüência ouve um CD recém lançado e com que freqüência admira uma exposição de arte? Certamente o CD ganha disparado, porém, teria ele mais relevância e interesse cultural do que uma obra minuciosamente produzida por um artesão?
A arte faz bem a alma. Aqueles que possuem algum ínfimo conhecimento em artes plásticas sabem que não se trata de mera estética. Existe muita filosofia, muita análise e muito sentimento em obras tão detalhada e cuidadosamente produzidas. O Rio Grande do Sul, especialmente em suas regiões interioranas, possui um déficit muito grande no que se trata de investimentos culturais para com esse segmento da arte. Faltam profissionais? De forma alguma. Há tantas pessoas dispostas a viver das artes plásticas quando da literatura ou da música, a diferença é que esse espaço não é encontrado e tais profissionais se vêem tendo que manter outra carreira profissional enquanto produzem suas obras por hobbie.
A capital porto-alegrense possui muitas exposições durante o ano. Santa Maria, a cidade universitária, idem — até porque a iniciativa parte muitas vezes dos próprios acadêmicos da área. Mas e o interior? Porque as artes plásticas são tão ignoradas aqui, a ponto de muitos acharem que esse é um tipo de arte destinada apenas a pessoas com alto poder aquisitivo que querem enfeitar suas casas com grandes nomes da pintura artística?
O incentivo que falta em nossas cidades vai muito além do custeio financeiro para a produção e exposições de arte, trata-se antes de tudo de uma questão social. Se temos o objetivo de crescer através da educação, temos que analisar urgentemente a educação cultural de nossa sociedade, despertando a mente dos indivíduos a pensar de forma não superficial, de enxergar além do óbvio, de parar em frente à uma obra de arte e não só admirar suas cores e formas, mas ver com sensibilidade, além do estético. Toda forma de arte vale a pena, a tecnologia não tirou o dom de ninguém. Então, administrações públicas: Despertem! E artesão: Reivindique o seu espaço, você não está na década errada para usar seu talento. Afinal, assim como afirma uma das mais aceitas teorias sobre o que é arte, toda ela, de todas as épocas, tem um denominador comum — a forma significante. Para o artista não existe cosmo, em todas as suas formas, a arte é eterna, basta que a façam florescer.
Por Melissa Resch.
Arte na Pele
É comum associar tatuagem à juventude, porém esta é uma forma de expressão bastante antiga, e que tem se tornado prática em todo o mundo. Ao longo de sua existência, ela representou a arte e o modo de vida de diversas sociedades. A variedade de desenhos agrada aos mais variados gostos, e serve tanto para identificar uma determinada tribo urbana (como motoqueiros, surfistas, roqueiros), quanto para conferir originalidade e diferenciação a uma pessoa.
Margit Kirchhof, 40, que tatuou seu nome afirma que o fez porque era um sonho e acrescenta: “escolhi meu nome porque é uma coisa discreta, não gosto de tatuagens que chamam a atenção”.
É difícil definir datas precisas para o surgimento da tatuagem. Sabe-se que ela foi usada por diversos povos antigos em diferentes tempos e lugares, como Polinésia, América, Europa, Japão e China.
Por muito tempo a tatuagem era considerada pela igreja Católica como “arte demoníaca”, e assim para a sociedade tornou-se sinônimo de grupos marginais, isto contribuiu bastante para a evolução de preconceitos, gerando um estigma de arte marginal que perdurou até a bem pouco tempo. A respeito disso Margit comenta “acredito ser negativo pessoas com muitas tatuagens”.
Atualmente a tatuagem voltou à moda, tanto em centros como em subúrbios. Pode-se perceber seu apreço entre artistas, esportistas e pessoas “comuns”. “A tatuagem era um sonho, é algo diferente que eu admiro muito” diz Elisiane Isoton. Ela falou ainda que escolheu a região das costas, logo abaixo do pescoço, por ser um lugar fácil de esconder. Os tatuadores recomendam a quem pretende fazer uma tatuagem que sempre se escolha pessoas com boa experiência na área, e que se tomem todos os cuidados higiênicos necessários para que a tatuagem fique perfeita. Algumas dicas como prestar atenção se os bicos e agulhas são descartáveis, se o tatuador esta abrindo uma embalagem nova, se ele esta usando luvas e a limpeza do ambiente no geral, são indícios da qualidade do serviço que será prestado. O trabalho feito pelo tatuador provavelmente vai acompanhar você pelo resto da vida, portanto é bom ter certeza de que o tatuador sabe o que esta fazendo, uma das formas é procurar observar outros trabalhos desenvolvidos por ele.
Por Ébida dos Santos
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